quarta-feira, 14 de junho de 2017



  Longe de casa,entre livros, papéis,  e pequenas doses de café
  Nesta tarde fria, por um instante o desatino,
  Aos poucos me entorpeço de poesia
  E levanto para ver a luz do dia
  E que surpresa! A janela aberta já trazia
  Uma aquarela, que recobre a miopia
   um misto de raios de sol, bandeirolas, balões e alegria!
é São João e eu nem sentia
No decorrer das horas, dos dias e dos meses eu me perdia
Como é bom, neste momento, observando aquele balão
retalhos de vida costuram meu coração
 A nostalgia daquelas noites de São João
Revivo a infância adormecida
E aos poucos, sinto cheiro de canjica, de milho e amendoim
da quadrilha da escola e do bolo de aipim
da fogueira de painho, do licor de mainha 
do quentão e do caldo preparado pela vizinha
O xote e o forró, a casa de vovó...
Recordar é viver
Viver não é existir
Sentir é Ser, o que foi, o que é, e o que está por vir
Assim, a tarde fria me aqueceu,os papéis ganharam forma
As pequenas doses de café, uma alquimia
e o meu ser agora, embriagado de energia
... Longe de casa, entre livros, papéis escritos e pequenas doses de café
Nesta tarde quente, por um instante a harmonia
Aos poucos me envolve  novamente a alegria.



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