Deleitar-se no presente é preciso, talvez deslembrar o passado possa ser tão penoso quanto projetar o futuro, porém é impossível desnudar em si mesmo, no mais íntimo e essencial quando as sombras ainda encapotam a nossa face ou cumpre o papel de encardir o brilho, a existência, e o marco genuíno traduzido como o âmago, a verdade!
A verdade é um misto, um eixo entre o mel e o fel, um passo entre o céu e o abismo, uma força imensurável e impactante!
E talvez, seja pelo desconcerto dos desconstrutos em busca do elo ao (re)construto é que perdura essa trama, e o ciclo enfadonho que desestabiliza o deleitar-se na intimidade a qual foi-se designado.
O lustre do brilho retorna quando a gênese das criaturas se misturam com o Criador
A existência revigora, a verdade outrora inconstante e até obscura, ganha um novo sentido, restrito apenas aos sábios(...)
Sábios, reconfigurados em si mesmos, fartam-se do hoje, preservam o ontem como dádivas, projetam o amanhã à luz ou a sombra do que agora vigora.
Sábios enfim... internalizaram em si, que vagas são as explicações desnecessárias, inúteis são as verdades irrefutáveis quando tudo se reduz ao nada!
Compreenderam que não há complexidades no Universo, apenas cegueira das criaturas, o óbvio é tão evidente que muitas vezes se mistura ao ilusionismo, e pode-se até parecer que estaremos para sempre presos ao zoom da existência, o sábio lê o Universo a olho nu, descreve as estrelas com o brilho dos olhos, traduz-se em essência do que se é.
