segunda-feira, 27 de março de 2017

Homem e Mulher apenas SER

Casa comigo? Sim, isso mesmo! Eu mulher peço a sua mão homem, em casamento! Ofereço um buquê, uma aliança e escolho o lugar para passarmos a lua de mel. Há quem diga que isso é loucura, atrevimento exacerbado ou devaneio de pensamentos feministas com a intenção de ocupar espaço, ou ainda, uma luta de poder entre gêneros masculino e feminino. Mas não, pelo contrário, Mulher é mulher! Homem é homem! Cada um com as suas particularidades e similaridades, distintos e conjuntos, interdependentes. Homens e mulheres deveriam ser enxergados como obra de artes, e a junção dos dois como poesia! O homem é o escultor da mulher, e esta a inspiração do homem. Mulher faz magia enquanto o homem se extasia das doses incontestáveis e indecifráveis do vinho suave fabricado com a essência feminina.
Mas vale ressaltar que ser mulher é mais do que empoderar-se, competir, disputar ou ainda, adotar o conceito de liberdade para disfarçar o íntimo de sensibilidade que é inato e especial. Ser mulher é ser maga, fazer alquimia, energia, luz! É desenvolver a consciência, é enxergar sem véus, desfilar na passarela do altruísmo.
É ir e vir, de carro ou a pé, lavar louça, ser mãe, trabalhar fora e em casa, chorar, sorrir, brigar, ovular, menstruar...enfim, ser mulher é não ser homem, é ser alento, prosa, complemento. A mulher é a música do homem, o homem é a melodia da mulher, ambos são artes do mesmo escultor e juntos são poesia, união!
Unir é o que convencionalmente chamamos de casar e isso é um tranquilizante para a solidão de ambos, seria um problema a mulher despertar em um homem o desejo de tal união? Ou seria mais cômodo a mulher pedir o divórcio, ou seja, a quebra da união? No primeiro caso, a mulher estaria apenas tendo a consciência de ser ela mesma em sua totalidade, no segundo estaria em processo de despertar-se para si mesma, conhecer-se e entender o verdadeiro sentido de união. As coisas da vida são arbitrárias, o tempo todo, somos convencionados aquilo que estabelecem como melhor ou como norma para um bem-estar social que julgam de maneira generalizada como o bem-estar coletivo, mas somos particulares e se tratando das mulheres então, somos únicas.
 E cabe aqui esclarecer adotando uma perspectiva holística e humana de enxergar as criaturas, que mulher não precisa imitar nem competir com homem, nem andar à cima deles ou ainda, pisá-los com saltos estridentes. É preciso, antes de todas as discussões desenvolver e despertar a consciência de ser! É andar lado a lado, cada um sendo a si mesmo homem ou mulher, procurando-se e descobrindo-se um no outro, é nessa empatia que se descobrem como seres, sendo a base fundamental apenas o respeito, pois este medirá as diferenças de um para o outro. No mais são complemento, sinapses, interconectores de um mesmo Universo!

Brena Batista



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