sexta-feira, 7 de julho de 2017

Uma noite fria, pensamentos avulsos, a nostalgia desdobra-se.  Em conversas com meu eu, relembro, recordo, sinto,penso os "porquês", porque somos condicionados? moldados? estereotipados? Porque o óbvio é considerado loucura? e os loucos são os mais sensíveis... Sensível, quão valiosa és tu! oh sensibilidade!
 Nesta era líquida, dentre os paradigmas de ser humano. Pois ser humano diante da desumanidade é desafiante, e ser sensível talvez seja considerada a maior loucura .Eu tenho saudades daquele frio, lá dos tempos de criança, da sujeira da lama disfarçada de inocência ,lembro-me que quando criança, falar a verdade era sinônimo de aplausos, diferentemente dos tempos remotos ,pois ou ouvidos contentam e saboreiam da hipocrisia. Eis que disfarçada de coragem, esconde a verdadeira fragilidade daqueles que apenas existem 
É!os egos são evidentes e inflam-se a todo o momento, estamos afundando dia após dia nas suas armadilhas... Mas nesta noite fria, entre pensamentos avulsos, nostalgias e inquietações... Os "porquês" não cabe a mim entender e nem muito menos responder, pois é algo abstrato e subjetivo Assim eu me aquieto, respiro! não quero o sabor da angústia, não sei decifrar paradoxos, nem muito menos decodificar as entrelinhas da existência .Quero apenas sentir, recordar, e diante do frio que cobre o meu corpo, meu coração esquentar
Quero apenas o calor das lembranças, a apreciação da existência sem temer, ou querer entender
Meu eu parece que já compreendeu que este ciclo inquestionável sempre haverá, pensamentos avulsos sempre virão, seja nas noites frias ou nas mais quentes, em qualquer estação...
Pois bem, meu eu, teremos noites infindáveis, e eu não fugirei de você
Pois é a partir de ti que me reencontro e me refaço
E agora, nesta noite fria, eu escolho juntar os retalhos da infância, dos porquês, das estereotipias e deles mesmos: os pensamentos avulsos, e assim vou costurando com as linhas da sensibilidade, esse cobertor que vem para aquecer meu nobre coração.
Enfim, numa noite fria, meu alimento é fazer alquimia, é transmutar o pensamento em linhas escritas, pois as palavras possuem a arte da empatia.

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