Diante de pensamentos, estive refletindo sobre uma frase que eu li em algum lugar que dizia o seguinte: " A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos". Pensei comigo mesma o quanto esta frase é profunda e como ela adentra o mais íntimo do meu ser... Às vezes no decorrer do dia a dia,diante das nossas atribulações, dos problemas, das pressões que passamos para ser aceitos na sociedade padronizada na qual vivemos, vamos perdendo a nossa identidade, vamos aos poucos sendo roubados de nós mesmos...
E ai começamos a preencher os vazios que nem estamos conscientes de como foram causados, e o pior, é que a maneira que usamos para 'tampar os buracos no nosso ser' pode causar buracos ainda mais profundos. A carência começa a tomar conta do que somos e aos poucos a "felicidade'' começa a ser confundida porque nesse momento nos tornamos cegos da verdade. E assim, vamos nos entregando aos copos de bebida, às drogas, ao sexo sem limites, ás falsas ideologias... Pois achamos que nos tornaremos estáveis e quem sabe até felizes, mas a verdade é que no fundo estamos mortos, e a cada dia vamos nos matando porque a angústia não cessa e o Amor parece inalcançável, somos levados ao fundo do poço, sabemos que o poço é aberto, mas não temos força pra subir...
Aguardamos que alguém chame pelo nosso nome, e quem sabe a gente tenha força pra responder, e daí um dia alguém grita exatamente pelo nosso nome, e a gente se sente vivo, quem sabe... Tem uma esperança de enxergar de novo a luz do dia. E assim, olhamos pra cima e vemos uma luz que ofusca o nosso olhar, é Deus que veio nos resgatar, nesse momentos nos sentimos gente de novo, pronto pra levantar e sair do poço, e a partir daí a vida continua, e que sejamos atentos aos poços que encontramos pelas estradas, quem sabe não tenha alguém que espera que grite pelo seu nome!

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